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Grupo planejava explodir o Palácio do Planalto e mirava debate

Foto: Reprodução/TV Globo

Uma apuração conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, revelou a atuação de um grupo extremista que articulava atentados contra alvos políticos e edifícios públicos em Brasília.

Segundo reportagem do Programa Fantástico, da Rede Globo, neste domingo (09), o coletivo era formado por homens que nunca se encontraram pessoalmente e usava o aplicativo Telegram para organizar atos violentos, difundir discurso de ódio e planejar o emprego de artefatos explosivos contra instituições democráticas.

As conversas foram monitoradas pelo Ciberlab, laboratório especializado em crimes cibernéticos. O acesso aos canais era restrito e havia uma triagem: um grupo maior reunia mais de 600 participantes, enquanto os integrantes com maior grau de radicalização foram convidados para uma comunidade fechada de 46 pessoas.

No espaço mais restrito, cujo perfil chegou a exibir a imagem de Adolf Hitler, os suspeitos compartilharam plantas baixas do Palácio do Planalto, mapas do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, além de manuais para fabricar coquetéis Molotov e cálculos de custos para a execução dos ataques.

Entre as ações em discussão estavam a invasão e a explosão de sedes dos poderes e a colocação de bombas no local previsto para o debate eleitoral do segundo turno. Segundo as investigações, os administradores buscavam membros dispostos a matar, com a intenção de enviar uma mensagem violenta a partir de Brasília.

Diante do risco identificado, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados na última terça-feira (4). Os alvos da operação responderão por associação criminosa, incitação ao crime e apologia e distribuição de material nazista. As análises do material apreendido seguem em curso.

Fonte da matéria: acheisudoeste.com.br

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