Fonte: Santiago Ramos de Paula, de 23 anos • Reprodução
O cabo do Exército Santiago Ramos de Paula, de 23 anos, está desaparecido desde sexta-feira (7), quando viajou para uma área de garimpo no Norte de Roraima. Santiago estava de folga ao deixar Boa Vista e, segundo familiares, disse que voltaria no mesmo dia.
A família registrou o desaparecimento após ele não retornar para casa. Um dos veículos usados na viagem foi achado abandonado e avariado na comunidade Napoleão, dentro da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, local com registros de garimpo ilegal.
A Polícia Civil informou que investigadores foram à região nesta terça-feira (11) para apurar os fatos e tentar localizar as pessoas que estavam com o militar. O pai de Santiago, Adriano da Silva Paula, também esteve em Normandia em busca de informações.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela irmã de Santiago no 4º Distrito Policial, em Boa Vista, ele saiu de casa na sexta (7) com destino ao Norte do estado e não retornou. Familiares dizem que ele não estava em serviço no momento do desaparecimento.
A quantidade exata de acompanhantes ainda não foi confirmada pela polícia. Informações iniciais indicam que duas ou três pessoas estavam em uma caminhonete e que o grupo teria abandonado o veículo e entrado na mata após um suposto encontro com integrantes da segurança comunitária indígena. Há relatos não confirmados de que essas pessoas foram vistas depois caminhando por estradas da região.
Um dos automóveis foi identificado como uma Toyota Hilux alugado por um amigo de Santiago; o contrato de locação foi feito na quarta-feira (5) com devolução prevista para sábado (8). Segundo a locadora, Santiago teria dito que seu veículo particular estava com problemas. Imagens fornecidas à família mostram a caminhonete com vidros quebrados, sem placa, pneus furados, coberta de lama e faltando peças, entre elas a bateria. A polícia também recuperou uma segunda caminhonete.
A Polícia Civil diz não ter confirmado, até o momento, a ocorrência de confronto com indígenas, disparos ou ataques com flechas. As investigações continuam e encontram dificuldades devido às condições de acesso e comunicação na área. A prioridade das autoridades é localizar Santiago e esclarecer o que ocorreu entre a saída de Boa Vista e a localização dos veículos.
Parentes suspeitam de emboscada. O tio do militar, Marco Antonio Barros, afirmou que a família recebeu informações de que Santiago teria ido cobrar uma dívida relacionada à compra de terra ou ouro e que o grupo teria sido surpreendido e fugido a pé após disparos. Essa versão ainda não foi confirmada pela Polícia Civil.
Fonte da matéria: itatiaia.com.br

























