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Uma professora da rede municipal de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, foi presa na sexta-feira, 7, suspeita de maus-tratos contra animais. Moradores do bairro Itapuã denunciaram a presença de urubus e um forte mau cheiro proveniente de uma residência, o que motivou a chamada ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e a Polícia Militar.
Com autorização para entrar no imóvel, os agentes encontraram um cão macho vivo em estado de debilidade, além de esqueletos e carcaças de outros animais. No interior da casa havia ração deteriorada, mofo e odor intenso de matéria orgânica em decomposição; na área externa estava o corpo de um cachorro em avançado estado de putrefação e, em terreno lateral, foi localizada uma ossada e um crânio que aparentavam ser de cão.
O animal resgatado foi encaminhado ao CCZ para atendimento. Segundo a coordenadora do órgão, Cíntia Checon, o cão estava infestados por pulgas e carrapatos e já recebeu os primeiros cuidados veterinários, incluindo vacinação e vermifugação; após recuperação será castrado e disponibilizado para adoção.
De acordo com a investigação da Polícia Civil, a professora, de 58 anos, teria saído do imóvel há cerca de dois meses e se mudado para o bairro Gusmão. A residência em Itapuã teria ficado sob a responsabilidade da filha dela, de 33 anos, que, segundo a mãe, seria esquizofrênica. Em depoimento, a mulher afirmou que não levou os cães para a nova casa porque a proprietária do imóvel não permitia animais e disse que os animais eram de uma ninhada de seis filhotes, dos quais apenas um teria sido doado.
A professora também declarou ter procurado o CCZ anteriormente e relatou que, na segunda-feira, 3, retirou do imóvel dois animais já mortos. A versão apresentada será verificada no andamento das investigações. A equipe de perícia que vistoriou o local encontrou outras carcaças, inclusive na área lateral separada da residência por um portão; os laudos periciais deverão esclarecer as condições de criação e as circunstâncias das mortes.
A mulher foi conduzida à delegacia sem o uso de algemas e responderá pelo crime previsto no artigo 32 da Lei nº 9.605/1998, que trata de maus-tratos contra animais. Na mesma sexta-feira, 7, passou por audiência de custódia: o juiz Heitor Awi Machado de Attayde, da 2ª Vara Criminal, concedeu liberdade provisória por considerar desproporcional a prisão preventiva.
Foram impostas medidas cautelares, entre as quais a proibição de criar, manter, possuir, guardar ou responsabilizar-se por animais domésticos durante o processo, salvo determinação judicial em sentido contrário. Ela também deverá comparecer aos atos processuais quando intimada, comunicar mudança de endereço, não obstruir o andamento do processo, cumprir as determinações judiciais e não praticar novo crime doloso.
O cão resgatado permanece sob os cuidados do CCZ e passará por recuperação antes de ser colocado para adoção.
Fonte da matéria: atarde.com.br


























