A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo os dados divulgados pela pesquisa. O resultado representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre terminado em abril, quando o índice estava em 5,8%. Na comparação com o mesmo período de 2025, a redução foi de 0,3 ponto percentual.
A população desocupada chegou a 5,8 milhões de pessoas, uma redução de 8% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a 503 mil pessoas a menos à procura de trabalho. Na comparação anual, houve queda de 4,9%, com redução de 299 mil pessoas.
Enquanto o desemprego recuou, a população ocupada alcançou 103,3 milhões de pessoas, o maior número registrado na série histórica. O contingente cresceu 1% no trimestre, com a entrada de cerca de 1 milhão de pessoas no mercado de trabalho, e aumentou 0,9% em um ano, com 899 mil trabalhadores a mais.
O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas ocupadas entre aquelas em idade de trabalhar, ficou em 58,9%, alta de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. No período de um ano, o indicador permaneceu praticamente estável.
Outro destaque foi a queda da subutilização da força de trabalho. A taxa composta de subutilização recuou para 13%, ante 13,8% no trimestre anterior e 14,1% no mesmo período de 2025. A população subutilizada ficou em 14,9 milhões de pessoas, uma redução de 819 mil no trimestre e de 1,2 milhão em um ano.
O número de pessoas desalentadas também diminuiu. Foram registrados 2,3 milhões, queda de 9,7% no trimestre e de 14,1% em relação ao ano anterior. O percentual de desalentados passou de 2,3% para 2,1% no trimestre.
O mercado formal também apresentou um resultado recorde. O número de empregados do setor privado com carteira assinada chegou a 39,4 milhões, o maior contingente da série histórica. Já os trabalhadores sem carteira assinada somaram 13,8 milhões, crescimento de 3,6% no trimestre, equivalente a 477 mil pessoas.
Somados, os empregados do setor privado chegaram a 53,2 milhões de trabalhadores, também o maior número da série histórica. O contingente de trabalhadores por conta própria ficou em 26,1 milhões, enquanto o número de trabalhadores domésticos foi estimado em 5,4 milhões.
Apesar dos avanços no mercado de trabalho, a taxa de informalidade ficou em 37,5%, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores informais. O percentual estava em 37,2% no trimestre anterior e em 37,8% no mesmo período de 2025.
A melhora dos indicadores também aparece na renda. O rendimento real habitual médio ficou em R$ 3.762, com crescimento de 3,3% na comparação anual. Já a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 383,5 bilhões, o maior valor da série histórica, com alta de 4,1% em um ano.


























