Por: Redação Giro do Sudoeste
O Ministério Público da Bahia (MPBA) denunciou integrantes da presidência e da diretoria da torcida organizada Bamor e um policial militar por crimes de organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça. A denúncia foi protocolada na sexta-feira, 2 de outubro, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), como resultado da “Operação Inquisição”.
Segundo a acusação, os denunciados integravam uma estrutura criminosa estável, com divisão de funções, e teriam utilizado a sede e a estrutura da torcida para praticar os crimes. Os episódios teriam ocorrido em julho de 2026, quando duas pessoas foram submetidas a sessões de violência física e psicológica para obter confissões sobre supostas irregularidades no sistema de gestão de associados da entidade.
Conforme o MPBA, as agressões teriam ocorrido como forma de punição privada contra pessoas apontadas pela diretoria como responsáveis por supostos desvios internos. A denúncia sustenta que os envolvidos agiram de maneira coordenada, com tarefas distribuídas entre os participantes.
Foram denunciados o presidente Matheus Pires Castro; o vice-presidente Luciano da Silva Venâncio; o diretor-geral Gabriel Pereira Silva; os diretores de sede Daniel Sena Duarte e Luiz Wagner da Silva Santana; o diretor de marketing Ricardo Henrique Almeida da Silva; o diretor de patrimônio Diego Allan Conceição Sacramento; o diretor de bateria Ivã Cleiton de Jesus Santos; e o diretor financeiro Alan Rafael Regis Alves de Aquino. Também foi denunciado o policial militar Fernando Santana Esquivel, apontado como integrante da torcida.
Os denunciados permanecem presos preventivamente no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. O Ministério Público pede a condenação pelos crimes atribuídos a cada um, a manutenção das prisões e o pagamento de indenizações às vítimas por danos materiais e morais. A instituição também solicita uma indenização de R$ 2 milhões por danos morais coletivos.
























