Por: Redação Giro do Sudoeste
Funcionários das empresas MAP Serviços e MAP Segurança, responsáveis pela prestação de serviços no Conjunto Penal de Brumado, no sudoeste da Bahia, relataram nesta segunda-feira (14) insatisfação com as condições de trabalho e com o atraso no pagamento de reajuste salarial e valores retroativos previstos em acordo coletivo.
Segundo relatos dos trabalhadores, profissionais de diferentes setores da unidade, entre eles monitoria, saúde, serviços gerais e lavanderia, estariam enfrentando sobrecarga de trabalho devido à falta de substitutos durante as férias de outros colaboradores.
De acordo com um dos funcionários, a ausência de reposição das equipes tem aumentado a quantidade de tarefas para os profissionais que permanecem trabalhando. “Os monitores estão insatisfeitos com a administração pelas condições de trabalho. Tem profissional que sai de férias e eles não contratam pessoas para substituir durante o período. O trabalho de duas pessoas fica só para uma, gerando sobrecarga de tantos afazeres, além de estresse e cansaço psicológico”, relatou.
Além das condições de trabalho, os funcionários cobram o cumprimento do acordo coletivo firmado entre a categoria, o sindicato e a empresa, principalmente em relação ao reajuste salarial e ao pagamento dos valores retroativos.
Conforme os trabalhadores, inicialmente havia a expectativa de que o pagamento fosse realizado na última sexta-feira (11), mas a data teria sido posteriormente alterada para esta terça-feira (15). “O sindicato disse que seria no dia 11/09 e agora mudou para esta terça-feira (15), causando uma revolta nos monitores. Muitas pessoas não querem trabalhar no presídio por conta disso”, afirmou outro colaborador.
Em áudios encaminhados aos trabalhadores, representantes do sindicato informaram que poderão adotar medidas judiciais caso o reajuste não seja efetuado até a nova data prevista. “Se não vier o acréscimo até o dia 15/09, a gente vai entrar com um processo para cumprir a convenção coletiva acordada”, afirma um dos áudios.
Diante da situação, funcionários afirmam que discutem a possibilidade de paralisação das atividades caso os pagamentos não sejam regularizados. Segundo a categoria, os trabalhadores atuam em serviços essenciais para o funcionamento da unidade, que atualmente atenderia 795 internos custodiados.
“Estamos organizando uma paralisação total. Somos responsáveis pelo atendimento de 795 internos custodiados na unidade. Queremos que o retroativo seja pago em um único pagamento. Se não for feito o pagamento, vamos para uma possível paralisação”, declarou um funcionário.
Uma eventual paralisação poderá afetar a rotina de diferentes setores do Conjunto Penal de Brumado. Até o momento, as informações apresentadas correspondem aos relatos dos trabalhadores e do sindicato.
As empresas MAP Serviços e MAP Segurança e o sindicato responsável pela categoria deverão ser procurados para apresentar seus posicionamentos sobre as denúncias de sobrecarga, o reajuste salarial, os valores retroativos e a possibilidade de paralisação.


























