Por: Redação Giro do Sudoeste
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que as chamadas canetas emagrecedoras deverão ser oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, a disponibilização será baseada em estudos, acompanhamento médico e um protocolo clínico específico.
“O Brasil é hoje o país com a maior diversidade de medicamentos registrados para o combate à obesidade, as chamadas canetas emagrecedoras. Já temos 14 produtos registrados. E isso derrubou o preço. Mas a gente quer uma outra coisa: colocar essa medicação no SUS como um direito. E vamos fazer isso de forma responsável”, declarou o ministro.
Padilha ressaltou que a iniciativa não terá finalidade estética. O Ministério da Saúde avalia o uso dos medicamentos em pacientes que aguardam cirurgia bariátrica, pessoas com obesidade e problemas cardíacos e mulheres que tiveram câncer de mama.
“Estamos avaliando pessoas que estavam na fila de cirurgia bariátrica para saber se o uso dessa medicação consegue controlar a obesidade sem a necessidade de cirurgia; se melhora a situação de pessoas que têm obesidade e problemas cardíacos; e de mulheres que tiveram câncer de mama, avaliando se a utilização dessa medicação pode reduzir o risco de o câncer voltar”, explicou.
O ministro reforçou que os medicamentos deverão ser utilizados somente com indicação e acompanhamento médico. “São pessoas que precisam do medicamento, com orientação médica. Vamos deixar pronto o protocolo para podermos disponibilizá-lo no SUS, em todo o Brasil, de forma responsável”, afirmou.
De acordo com Padilha, o trabalho começou após um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) orientar os países a avaliarem o acesso a esse tipo de medicamento, diante dos possíveis benefícios para outras condições de saúde além da obesidade.


























